Wednesday 29 december 2010 3 29 /12 /Dic /2010 23:07

Teles Pires e Tapajós: barragens transformarão os rios numa série de lagos

Professores das universidades estadual e federal de Mato Grosso e representantes dos movimentos sociais denunciaron a lógica do mercado de energia no Brasil e no mundo, os impactos sociais e ambientais da implantação de hidrelétricas . 


 

Indígenas Munduruku


Texto : Telma Monteiro 

Viernes, 12 de noviembre 2010

 

Alianza de movimientos sociales exigen la cancelación de audiencias públicas para la Usina HidroElectica Sinop (UHE Sinop). Con una marcha por el centro de la ciudad de Sinop (Mato Grosso), una alianza de movimientos sociales exige la cancelación de las audiencias públicas referidas a la construcción de la hidroeléctrica de Sinop, una de las grandes represas que componen el Complejo Tapajós. Los movimientos sociales están en contra de la construcción de estas centrales hidroeléctricas (USINAS) a causa de los impactos ambientales y sociales desastrosos e irreversibles para la región. Significarán la muerte de río Teles Pires y la muerte de río Tapajós.

 Comunicado de prensa recibida de los movimientos que participaron en el seminario en Sinop, MT

La manifestación incluyó el seminario “Amazonas em Debate”: Las citas de las Universidades Públicas y Movimientos Sociales, que reunió a unas 500 personas de Mato Grosso, Pará y Mato Grosso do Sul, los días 10-12 de noviembre en la iglesia parroquial de San Cristóbal en Sinop .

En tres días de debates y conferencias profesores en las universidades y el estado federal de Mato Grosso y los representantes de los movimientos sociales abordaron temas como la historia de la ocupación de la región amazónica, LA LÓGICA DEL MERCADO DE LA ENERGÍA en Brasil y en el mundo, los impactos sociales y ambientales de la construcción de hidroeléctricas en general y específicamente en el caso de Sinop y el Complejo de Represas del río Tapajós.

 

La conclusión fue clara: el complejo de grandes represas transformará los ríos Tapajós y Teles Pires en una serie de charcas de agua estancada, sucia y sin vida, eliminando una gran parte de la diversidad biológica, despojando a miles de personas, afectando los pueblos indígenas y las comunidades tradicionales, arruinando a los pescadores ribereños , los pequeños agricultores y los pequeños ganaderos (retireiros). Al mismo tiempo, la energía generada, apenas satisface la demandas del sureste de Brasil, creando pocos puestos de trabajo para la región y mucho lucro para las empresas de construcción y energía.

Cada organización y esta comunidad, ha dejado muy claro que está luchando por una sociedad justa y un modelo económico verdaderamente sostenible, con inclusión de todos los ciudadanos, con otro modelo de suministro de energía de menor impacto sobre el medio ambiente. Un progreso que el modelo económico capitalista, no puede lograr. El complejo Tapajós no cumplie con estas exigencias, ya que no está priorizando el hombre o el medio ambiente en que viven, sino los beneficios económicos.

El último día, dedicado a la estructuración de la resistencia contra las represas, formalizó el Foro “Teles Pires Vivo”, que reúne a las entidades presentes en la lucha contra las represas en la región. Se discutió la posición frente a las audiencias públicas, consideradas como un simple ritual para legitimar la megaconstrucción de la empresa, se tomó acción en función de la movilización popular en la lucha, y sus próximos pasos, así como los pactos que se realizará a nivel regional, nacional e internacional.

 Se invitó a sumarse a lucha contra las represas.

  • ADOURADOS
  • ADUEMS
  • ADUFMAT
  • ADUNEMAT
  • CIMI
  • Colônia dos Pescadores – Sinop
  • Comunidades Eclesiais de Base
  • CPT
  • Fórum Mato-grossense de Meio-ambiente (Formad)
  • MAB
  • Movimento de Mulheres Camponesas
  • MPA
  • MST
  • OAB – Sinop
  • OPAN
  • Pastoral da Juventude Rural
  • Povo indígena Apiaká
  • Povo indígena Bakiarí
  • Povo indígena Enawene Nawe
  • Povo indígena Irantxe
  • Povo indígena Kaiabí
  • Povo indígena Karajá
  • Povo indígena Munduruku
  • Povo indígena Panará
  • Povo indígena Rikbaktsa
  • Povo indígena Yudja
  • Retireiros do Araguaia
  • Secretaria Regional Pantanal do ANDES SN
  • Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) – Sinop, Lucas do Rio Verde e Barão de Melgaço
  • SINDISEP
  • SINTEP

——–

 

Charge onde a, na época, ministra do MME, Dilma Rousseff, negocia o Termo de Compromisso com o MP.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Teles Pires e Tapajós: barragens transformarão os rios numa série de lagos

 

 

 

 Indígenas Munduruku
Foto: Telma Monteiro

Movimentos Sociais exigem cancelamento de audiências públicas para UHE Sinop

Com uma passeata pelo centro da cidade Sinop (MT) uma aliança de movimentos sociais exige o cancelamento das audiências públicas referente à construção da hidrelétrica Sinop, uma das hidrelétricas que comporão o Complexo Tapajós. Os movimentos sociais são contra a construção destas usinas por causa dos desastrosos impactos sócio-ambientais e irreversíveis para a região. Será a morte dos rios Teles Pires e Tapajós.

 Comunicado à imprensa recebido dos movimentos que participaram do Seminário em Sinop, MT
O ato público encerra o seminário Amazonas em Debate: Compromissos das Universidades Públicas e Movimentos Sociais, que reuniu aproximadamente 500 pessoas do Mato Grosso, Pará e Mato Grosso do Sul, nos dias 10 a 12 de novembro, na paróquia da igreja São Cristovão em Sinop.
Nos três dias de debates e palestras professores das universidades estadual e federal de Mato Grosso e representantes dos movimentos sociais apresentaram temas como a história da ocupação da região Amazônica, a lógica do mercado de energia no Brasil e no mundo, os impactos sociais e ambientais da implantação de hidrelétricas em geral e especificamente no caso de Sinop e o complexo Tapajós.


A conclusão foi clara: o complexo de barragens transformará os rios Teles Pires e Tapajós numa série de lagoas de água estagnada, suja e morta, eliminando uma grande parte da biodiversidade, despojando milhares de pessoas, impactando comunidades tradicionais como povos indígenas, ribeirinhos, pescadores, pequenos agricultores e retireiros. Ao mesmo tempo, a energia gerada atenderá apenas às demandas da região sudeste do Brasil, criando poucos empregos para a região e muito lucro para as empresas de construção e de energia.
Cada entidade e comunidade presente deixou muito claro que está lutando em favor de uma sociedade justa e um modelo econômico verdadeiramente sustentável, com inclusão de todos os cidadãos, com outro modelo energético e respeito ao meio-ambiente. Um progresso que o modelo econômico vigente, o capitalista, não pode realizar. O complexo Tapajós também não atende a estas demandas, já que não está priorizando o homem, nem o meio-ambiente em que vive, mas os benefícios econômicos.


O último dia, sexta-feira, dedicou-se à definição da resistência contra as barragens. Formalizou-se o Fórum Teles Pires Vivo, que reúne as entidades presentes na luta contra as barragens da região. Discutiu-se o posicionamento frente às audiências públicas, consideradas como mero ritual para legitimar o empreendimento, a mobilização das bases na luta, e seus próximos passos, as alianças a serem realizadas a nível regional, nacional e internacional.
As entidades convidam outros movimentos e pessoas para aliar-se na luta contra as barragens.    Organizaram e participaram do seminário

  • ADOURADOS
  • ADUEMS
  • ADUFMAT
  • ADUNEMAT
  • CIMI
  • Colônia dos Pescadores – Sinop
  • Comunidades Eclesiais de Base
  • CPT
  • Fórum Mato-grossense de Meio-ambiente (Formad)
  • MAB
  • Movimento de Mulheres Camponesas
  • MPA
  • MST
  • OAB – Sinop
  • OPAN
  • Pastoral da Juventude Rural
  • Povo indígena Apiaká
  • Povo indígena Bakiarí
  • Povo indígena Enawene Nawe
  • Povo indígena Irantxe
  • Povo indígena Kaiabí
  • Povo indígena Karajá
  • Povo indígena Munduruku
  • Povo indígena Panará
  • Povo indígena Rikbaktsa
  • Povo indígena Yudja
  • Retireiros do Araguaia
  • Secretaria Regional Pantanal do ANDES SN
  • Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) – Sinop, Lucas do Rio Verde e Barão de Melgaço
  • SINDISEP
  • SINTEP

Informações: Susy: (65) 3627 6777 ou (65) 3627 7304 (andesvpr@uol.com.br) Sanches (65) 3664 4704 ou (65) 9223 7579 Joangela (66) 3511 2131 ou (66) 8423 8097 Postado por Telma D. Monteiro às 18:02

—-

Notícias > “Complexo Tapajós é Belo Monte completo”

11 nov. 2010 além de comunidades tradicionais como ribeirinhos, pescadores, retireiros e pequenos agricultores do Mato Grosso e do Pará.
pib.socioambiental.org/es/noticias?id=94870&id…Brasil En caché
 
 
 
 
 
 
 
tucuna pego no rio teles pires
 
 
 
 
(DOURADO-CACHORRA) que eu pesquei recentemente no rio Teles Pires/MT. www.forumaquario.com.br/phpBB2/viewtopic.php?…

O Complexo Hidrelétrico do Tapajós

Área que serão alagadas pelo complexo de usinas Tapajós Jamanxim (clique para aumentar) 

O Complexo Hidrelétrico do Tapajós é um dos grandes projetos do PAC (Programa de Aceleração do “Crescimento”) do Governo Federal na Amazônia. Incluído em um programa de Governo, este projeto segue a mesma lógica proposta para a construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau no rio Madeira e o leilão a todo custo de Belo Monte no rio Xingu: represar os principais rios da Amazônia para atender ao lobby das construtoras, fornecer energia elétrica para as grandes mineradoras e garantir o “crescimento” do resto do país.

Os primeiros estudos de avaliação do potencial hidrelétrico da bacia do rio Tapajós foram realizados na década de 70 por organismo do Ministério de Minas e Energia em conseqüência da descoberta do potencial minerário da região. Estes estudos foram seguidos de algumas tentativas de realização de inventário hidrelétrico do rio Tapajós e seus afluentes nas décadas de 80 e 90, mas tornaram-se prioridade a partir de 2002. Tal inventário foi entregue pelo conjunto das empresas: Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A., Eletronorte e CNEC, em junho de 2008, tendo sido aprovado pela ANEEL em maio de 2009. Os estudos do inventário apontaram sete aproveitamentos hidrelétricos:

   
Aproveitamento Rio Níveis d’água (m) Potência (MW) Energia Firme (MWmed) Área do Reservatório
Mont. Jus.
AHE* São Luis do Tapajós Tapajós 50,0 14.1 6.133 3.369 722
AHE Jatobá Tapajós 66,0 50,0 2.338 1.282 646
AHE Chacorão Tapajós 96,0 70,4 3.336 1.833 616
AHE Cachoeira do Caí Jamanxim 85,0 50,4 802 418 420
AHE Jamanxim Jamanxim 143,0 85,4 881 475 74
AHE Cachoeira dos Patos Jamanxim 176,0 143,0 528 272 116
AHE Jardim do Ouro Jamanxim 190,0 176,0 227 98 426

 

*Aproveitamento Hidrelétrico (AHE).

Considerando critérios socioambientais e físico-territoriais (a existência de Terras Indígenas), foram selecionados cinco aproveitamentos identificados no inventário: AHE São Luiz do Tapajós, AHE Jatobá, AHE Cachoeira do Caí, AHE Jamanxim e AHE Cachoeira dos Patos. O potencial instalado é de 10.682 MW, mas a energia firme, de acordo com o inventário, seria aproximadamente a metade: 5.816 MW.

Segundo o Manual de Inventário de 2007, a etapa atual de implantação de aproveitamentos hidrelétricos do Complexo Tapajós é a de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, momento em que são realizados os estudos para a obtenção da Licença Prévia. Tendo em vista que os cinco aproveitamentos interferem diretamente em Unidades de Conservação Federais (Parque Nacional da Amazônia, Parque Nacional do Jamanxim, Floresta Nacional Itaituba I, Floresta Nacional Itaituba II, Floresta Nacional do Jamanxim e APA Tapajós) seu licenciamento é de competência do IBAMA, mas a realização dos estudos deve ser autorizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão gestor dessas UCs.

Algumas informações sobre os aproveitamentos propostos:

 

AHE São Luiz do Tapajós

saoluizIronicamente a primeira e maior das cinco hidrelétricas possui o nome da comunidade e das corredeiras que são o principal cartão postal da região: São Luiz do Tapajós!

O eixo de barramento desse AHE localiza-se (na margem esquerda do Tapajós) no Km 65, no Parque Nacional da Amazônia, nas proximidades de um mirante onde pode-se apreciar uma visão majestosa e panorâmica do rio Tapajós. Essa região é também a mais utilizada para atividades turística da UC. Na margem direita do rio, o eixo estaria localizado à montante das Corredeiras de São Luiz, entre as comunidades tradicionais de São Luiz do Tapajós e Pimental. A barragem apenas no leito do rio teria uma extensão de cerca de 4 Km de extensão com uma crista na cota de 54m. O reservatório previsto é de 722 Km², com uma área de sobreposição ao Parque Nacional da Amazônia e Florestas Nacionais Itaituba I e II de 303,81 Km², ou seja, quase metade do reservatório.

AHE Jatobá

jatoba

Este aproveitamento também seria construído no rio Tapajós, próximo à localidade de Jatobá que fica à montante das ilhas Mangabal, num trecho também encachoeirado do rio. O reservatório estaria numa cota de 66,0m com uma queda bruta de 16,0m, sendo operado a fio d’água (já que isso não foi mencionado para o AHE São Luiz, pode-se acreditar que será operado como uma hidrelétrica comum). Além disso, há uma área de sobreposição com a APA Tapajós e a FLONA Itaituba I de 150,66 Km² e a extensão da área alagada seria de 243 Km².

AHE Cachoeira do Caí

cai

Este é o primeiro aproveitamento do rio Jamanxim e seu eixo ficaria entre a cachoeira do Caí, a montante, e a corredeira Laje Grande, a jusante. Para melhor aproveitar as condições topográficas, este AHE possuiria uma casa de força na ombreira esquerda e o vertedouro seria o leito do rio.  A área de sobreposição do reservatório com as Florestas Nacionais Itaituba I e II e Parque Nacional do Jamanxim atinge a incrível marca de 429,57 Km², para a produção de cerca de 418MW de energia firme.

AHE Jamanxim

jamanxim

O eixo da barragem seria construído a jusante da corredeira Portão do Inferno no rio Jamanxim. A cota do reservatório seria de 143,0m e uma queda bruta de 57,6m, formando um reservatório 74 Km² sendo que 41 Km², mais da metade, seriam alagados no Parque Nacional do Jamanxim.

AHE Cachoeira dos Patos

patos

O barramento ficaria a montante da cachoeira dos Patos, com um reservatório na cota de 176,0m e uma queda bruta de 33,0m. Este eixo estaria localizado próximo à BR-163, 6 Km em linha reta, ou seja, existe a possibilidade de atingir esta rodovia federal em diversos trechos com o reservatório e/ou com o aumento do nível dos igarapés. Além disso, seriam atingidos o Parque Nacional do Jamanxim, a APA Tapajós e a Floresta Nacional do Jamanxim, com uma área de sobreposição com o reservatório de 93,93 Km².

 

 
–enviado por malcolmallison publicado el 22/11/2010 a las 2:46 PM
Por cinabrio - Publicado en: HIDROELECTRICAS
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